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Defesa de Helton Bezerra Moreira

22 de setembro de 2020

A POET convida para a defesa de dissertação de Helton Bezerra Moreira, a ser realizada no dia 30/09/2020, às 14h, na plataforma Zoom.

Abaixo seguem mais informações sobre a banca e o link de acesso para a sala remota.

Link para reunião no Zoom
https://us02web.zoom.us/j/88339755999?pwd=VmcrRSttV1NiZzEyY1ZLRnROYmNqUT09

ID da reunião: 883 3975 5999
Senha de acesso: 624731

Título do Trabalho

Prefiro não: uma retradução de Bartleby the Scrivener, de Herman Melville, sob abordagem hermenêutica

Resumo

As primeiras críticas sobre Bartleby The Scrivener, de Herman Melville, apontavam o aparentemente óbvio: que Bartleby era um homem estranho, solitário e com transtornos psicológicos, que se recusava a trabalhar e acabou recusando-se a viver, enquanto o narrador era representado como um homem razoável que tentava lidar com a chegada de Bartleby em seu escritório e em sua vida da maneira mais politicamente correta possível. Entretanto, cerca de um século e meio depois, é possível encontrar na crítica mais recente, e com a ajuda de uma leitura hermenêutica, uma interpretação diversa de Bartleby como sendo, na verdade, um agente de mudança, um homem que atua voluntária e persistentemente para rebelar-se e desconstruir o status quo social e político. Com base nas críticas de caráter filosófico e psicanalítico de Ross (2000), Mariotti (2013) e Attel (2014), é possível perceber também que o próprio narrador da história se revela aquele que se recusa e reluta em aceitar a postura combativa – e nada inerte – de Bartleby, mesmo passando por eventuais momentos de aparente empatia com ele. Com essas interpretações, e com a ajuda de Glouberman (1980), percebe-se que o personagem principal é o narrador, não Bartleby, e todo esse insumo crítico sobre a obra permitiu que o presente trabalho co-escrevesse ou reescrevesse a narrativa de Melville, utilizando a metodologia hermenêutica descrita por Stefanink (2017), Cercel, Stolze e Stanley (2015) e O’Keeffe (2015) para enfatizar essa mudança de percepção nos dois personagens e produzir um narrador aristocrata e indiferente e, diametralmente oposto, um Bartleby revolucionário e subversivo – na contramão de outras traduções que se mantiveram alheias a essas percepções de ambos os personagens. A tradução comentada neste trabalho visa contribuir, dessa forma, para a pervivência de um texto tão plural e profundamente rico, suscitando uma nova leitura desse clássico que o atualiza e que provocará, por sua vez, prováveis retraduções.

 Palavras-chave

Estudos da Tradução; Herman Melville; Bartleby; Hermenêutica Tradutória.

Banca Examinadora

Walter Carlos Costa (PGET/POET – UFSC/UFC)

Andreia Guerinii (PGET/UFSC)

Michel Emmanuel Felix François (DELILT/UFC)

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