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Universidade Federal do Ceará
Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução

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Nova dissertação publicada: Traduzir filosofia analítica: fundamentos conceituais para uma abordagem funcionalista

Data de publicação: 20 de junho de 2022. Categoria: Dissertações, Notícias, Publicações

Título: Traduzir filosofia analítica: fundamentos conceituais para uma abordagem funcionalista

Autor: Cordeiro, Lucas de Oliveira

Orientador: Sepp, Arvi

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Resumo:

Atualmente, os estudos da tradução apresentam ao menos três perspectivas distintas sobre a tradução de filosofia. A primeira, centra-se na questão da intraduzibilidade (CASSIN, 2018); a segunda, apregoa que todo texto filosófico canônico é essencialmente obscuro e de difícil manejo (RÉE, 2001); a terceira, sugere que se aborde o texto filosófico como se traduz literatura (VENUTI, 2019). Consideramos todas essas visões, em maior ou menor grau, problemáticas, e contrastamo-las com duas perspectivas mais remotas (INGARDEN, 1991; JAKOBSON, 2010), que vão em sentido contrário: elas afirmam que o texto filosófico é distinto do texto literário, por exemplo, pois tem uma função distinta (cognitiva), e deve ser traduzido como o texto científico, que possui funções semelhantes. Nossa própria visão é a de que essa concepção é a mais adequada, especialmente para fins tradutórios, no que tange a uma tradição filosófica particular, a filosofia analítica. Nosso objetivo é fundamentar essa compreensão do texto filosófico analítico enquanto texto técnico-científico no intuito de oferecer uma base conceitual para abordagens tradutórias mais apropriadas, seguras e efetivas. Para tanto, recorremos a dois quadros teóricos e práticos dos estudos da tradução: o funcionalismo alemão (NORD, 2018; REISS; VERMEER, 2014), que apregoa que os fatores de maior relevo na determinação das estratégias de tradução são a consideração da função e do público leitor do texto-alvo; e algumas reflexões sobre tradução de textos técnico-científicos (BYRNE, 2012; MONTGOMERY, 2010; SCHUBERT, 2010), fortemente influenciadas pelas ideias funcionalistas. Por fim, uma caracterização cultural da filosofia analítica (BEANEY, 2017; MARCONDES, 2004; GLOCK, 2008), centrada em fatores como a relação dessa tradição com a ciência e a visão que muitos de seus praticantes têm da linguagem & da tradução, sugere que os textos analíticos têm uma função eminentemente cognitiva, e que as comunidades nas quais esses textos circulam esperam que essa função seja preservada nas traduções, o que justificaria nossa hipótese interpretativa.

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